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ctrl c + ctrl v
setembro 26, 2009, 11:12 pm
Filed under: Conselho de Tio

Hoje em dia a internet tem facilitado muito a vida de todos, porém, sempre me pego com a mesma perplexidade referente a até que ponto isso está realmente nos auxiliando.

Com camadas cada vez mais frágeis, a sociedade vem se munindo de informações cada vez mais superficiais para  quem se interessar em “descascá-las”. Com noticias partidárias  já inseridas para provocar reaões previsíveis ( o que resulta em um valor publicitário), podemos considerá-las (assim como também as manchetes, colunas e os comunicadores) como peças meramente publicitárias, onde a única diferença é a de serem redigidas.

“Os maiores comunicadores do País são os mais corrompidos.” – José Arbex.

“Os maiores comunicadores do País são os mais corrompidos.” – José Arbex.

É válido lembrar que a internet é um campo ainda “virgem” para toda esta atuação. Nela você ainda tem a autonomia de criar, criticar e opinar sobre inúmeros temas, criando ou participando de portais e comunidades on-line’s.

Porém, todas estas informações cruzadas acabam por fortalecer os grandes portais (sim, os ‘corrompidos’), pois é através de tamanha informação que a massa é atraída pela massa, ou seja, a credibilidade de um portal é criada pelo maior número de acesso. Assim temos os portais/comunicadores.

Com toda a superficialidade, a sociedade vem se municiando com as informações destes portais e, o pior, a credibilidade chega a ser tanta que acabamos por investir em uma geração que lida com tudo de uma maneira tão vaga que efetua o famoso “ctrl c + ctrl v” com naturalidade, já que tem plena confiança no que ali se encontra.

Tal fardo cabe a todos aqueles que tratam de maneira superficial coisas que não são de seus interesses, (porém, até ai tudo bem!), mas são fatores importantíssimos que são deixados de lado, graças a alienação absurda e a falta de coletividade. Na verdade são efeitos colaterais que causam o individualismo e o egoísmo dentre todos.

1º ponto: Nossa sociedade tira a importância das questões políticas o que acaba por vulgarizar o todo e a própria capacidade de escolha, graças ao contexto que é imposto sobre o tema.

2º ponto: São pessoas que vulgarizam a própria vida acadêmica de uma maneira muito sutil, abdicando dos estudos mais aprofundados e tornando-se adepto a geração da cópia, onde por meio de grandes comunicadores, efetuam o “ctrl c + ctrl v”, colocam uma capa e  uma conclusão tão vaga quanto o que foi impresso e vagamente  lido, de rápida e superficial quando, por vezes, que nem o “autor” do texto sabe ao certo do que se trata.

O questionamento e a vivência de "rua" são extremamente importantes.

O questionamento e a vivência de "rua" são extremamente importantes.

Como jovem universitário, acho que é um dever instigar o questionamento dentre todos e não me alienar das questões sociais, por que estamos na mão do capitalismo e aqui no Brasil quem sabe lidar com tal sistema são poucos, e eu não quero me formar sendo induzido por um sistema tão monopolizador e imundo.

Acho que todos deveriam valorizar a própria autonomia, questionar, ter opinião e saber utilizar da tecnologia que temos em mãos, enxergando o que se passa , procurando ter controle de tudo, para não sermos apenas mais um número na soma que nos rotula como massa.



já pensou?
setembro 8, 2009, 10:43 pm
Filed under: Conselho de Tio

As vezes fico perplexo com o quão inocente a nossa mente é:

Apesar de estar envolvido na área de publicidade e continuar aprendendo a lidar e a observar tudo com um olhar mais critico e indagador, as vezes fico surpreso e assustado com as constatações que tiro a respeito de inúmeras coisas.

O mito - Pagando bem...
Flavor MITO: “Pagando bem que mal tem?”

Como de praxe, um camarada que fica famoso tem lá seus contratos e assina termos sobre o que pode dizer/vestir/apoiar. Ele acaba por se tornar um objeto contratado, um expositor de produtos, idéias, serviços e por aí vai…

Isso é clichê.

Porém, existe a divulgação dentro da propagação de informação, que não se limita a “merchandising”  e sim a itens que quem não se encontra envolvido ou no mínimo interessado pelo sistema jamais irá perceber.

Isso tudo pode soar como uma conspiração ou coisa do gênero, mas as seguintes opiniões têm uma bela base se forem devidamente analisada.

É possível sentir a propaganda durante um programa de Auditório, durante um Jogo de Futebol, um desfile de Carnaval, durante uma novela, durante um filme qualquer…

Mas além da exposição de marca, existem certos investimentos que vão além do logo estampado na camiseta de um sujeito, de um letreiro ou uma rápida visualização durante um programa.

Como por exemplo, o filme “Gran Torino” de Clint Eastwood gira não só em torno de uma situação desconfortável que atinge os U.S. em relação ao preconceito, gira também em torno de um carro, que diga-se de “passagem” é o nome do filme, o Ford “Gran Torino”.

Grande Investimento - "Life Style"
Huge money!

Durante o longa, o filme sempre transparece toda a preciosidade e importância que o personagem (C. Eastwood) da ao veiculo,  sempre em 1º plano, o colocando como um tesouro nacional, uma conquista para poucos e tudo mais. Depois deste filme, obviamente quem tinha um Gran Torino vendeu muito mais caro do que em qualquer outra situação, mas obviamente, a empresa que o fabrica, FORD,  também teve um acréscimo de credibilidade e financeiramente falando, lucrou e ira lucrar mais com um filme veiculado com praticamente toda sua assinatura nele.

Outro caso evidente em minha opinião, é o super-enlatado “Velozes e Furiosos”, no caso do 4º filme da coleção, é travada uma grande batalha dentre dois homens, que são basicamente iguais (fisicamente) e com princípios muito diferentes (dá-se a idéia de disputa ponderada), e ambos travam uma batalha história entre os carros, o Ford – Gran Torino e o Dodge Charger, onde ambos são equiparados em um mesmo nível, mas a maior e melhor visibilidade ao ver de todos é a remetida ao Dodge Charger.

Analisando por este meio, tudo que se tem na televisão, os principais comunicadores e tudo mais, todos iriam enlouquecer com tanta possibilidade de conspiração pro-consumo, mas ao meu ver, isso não é nada absurdo  ou sem sentido. Infelizmente a manipulação é algo freqüente em nosso dia-a-dia, e mesmo não querendo, o todo já se encontra contaminado com tudo isso, e o pior em minha opinião é que isso contribui e muito para a alienação da sociedade, pessoas sem senso critico algum que englobam um sistema capitalista e fútil sem ao menos saber por que.

spytvUm exemplo clássico, (possível conspiração?) Campanhas de cerveja com animações gráficas, o intuito do investimento, era a longo prazo, para crianças e jovens, e funcionou.  Grande parcela dos jovens/crianças lembram da bendita tartaruguinha dançante, SUCESSO.

Chega a ser meio paranóico se você pegar para analisar cada filme, cada noticia, cada série, cada documentário, mas se o fizer, é evidente que nada é por mera coincidência, o cronograma capitalista não há de falhar, o objetivo é vender, não é por que você esta sentado em casa assistindo a novela que não tem ninguém pensando em como vender ou transmitir essa idéia de necessidade de compra.



musicalmente falando
setembro 8, 2009, 7:16 pm
Filed under: Conselho de Tio

Nunca fui fã de Jazz:

Nunca soube apreciar o “ruído” que o som do carro do meu pai me transmitia nas longas madrugadas em que a gente retornava dos jantares em família. Não entendia nada do que aquela bendita mulher da rádio “Antena 1” falava durante a programação, quem ela elogiava ou mencionava. Naquela época eu só queria encontrar uma posição confortavél e dormir, de preferência, em silêncio.

O tempo foi passando e, atualmente, as coisas andam meio difíceis, o ‘jabá musical’ das rádios tem nos limitado (e muito, como sempre) à clássica cultura inútil, sem valor e com alto retorno financeiro… um prato cheio para o capitalismo.

Por estes motivos, resolvi levar adiante algumas dicas de educadores que tentam ‘heroicamente’ transmitir ótimas informações em salas de aula da gloriosa Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Miles Davis - Lenda do Jazz
Miles Davis – Lenda do Jazz

Jazz foi o estilo musical aprofundado durante uma aula. Eu que sempre o escutei como algo mais para plano de fundo, lounge ou até como música de elevador (Meu Deus, como eu era ignorante!), me surpreendi ao ler inúmeras coisas sobre tal movimento.

Contando com o improviso, o melhor estilo de jazz que até agora escutei é, de fato, o de Miles Davis, uma ótima e notavél referência. O gostoso do jazz é que, apesar da repetição das batidas, não é nada cronológico. É o improviso dentro de um estilo, mas sem repetições casadas e, se comparado com a massificação do que se escuta atualmente, é preciso se dispor ao exercício da sensibilidade… um tanto difícil nos dias de hoje.

Para quem não conhece, Miles Davis tem participação em inúmeras vertentes dentro do Jazz, desde um nostálgico som acompanhado por um piano até uma eletrizante composição como “All Blues”:

O mais interessante de Miles Davis, em especial na música mencionada (“All Blues”) é a interação da composição. Apesar de ser um clássico do jazz (improvisação a toda prova), você não sente tal feito pois existe uma sintonia e uma sensibilidade na percepção dos músicos que chega a arrepiar.

É sempre válido conhecer outros estilos musicais, ser eclético e enfim… mas Miles Davis já se tornou referência dentro da minha bagagem musical.